MP denuncia Richa e mais 12; Fernanda fica de fora

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A denúncia é baseada nas delações do ex-diretor do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) Nelson Leal Júnior e do ex-deputado estadual Tony Garcia, que apontaram a existência de um esquema para desvio de dinheiro do programa "Patrulha do Campo"

 

 

O MP (Ministério Público) do Paraná apresentou nessa terça-feira (25) denúncia contra o ex-governador Beto Richa (PSDB) nas gestões de 2011 a 2014 e 2015 a 2018 e mais 12 pessoas no âmbito da Operação Radiopatrulha. Entre os crimes listados estão corrupção passiva, corrupção ativa e fraude à licitação. A denúncia é baseada nas delações do ex-diretor do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) Nelson Leal Júnior e do ex-deputado estadual Tony Garcia, que apontaram a existência de um esquema para desvio de dinheiro do programa "Patrulha do Campo".

A lista de indiciados inclui o ex-secretário da Infraestrutura, José Pepe Richa (PSDB), o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, o primo do ex-governador, Luiz Abi, os empresários Joel Malucelli e Celso Frare, o ex-secretário de Cerimonial, Ezequias Moreira, e o ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Edson Casagrande. Já a ex-secretária da Família Fernanda Richa, esposa do tucano e também investigada, acabou não sendo denunciada. O contador das empresas da família, Dirceu Pupo, também ficou de fora.

Segundo a denúncia do MPPR, com o intuito de beneficiar três empresas e mediante pagamento de propina, os denunciados fraudaram licitação para a implantação de "patrulhas mecanizadas" em todo o estado, com vistas à recuperação de estradas vicinais. "Dessa forma, o resultado final da Concorrência nº 053/2011 - DER/DOP foi exatamente como combinado pelos denunciados", destaca o MP no documento, acrescentando que os empresários apresentaram ao governador proposta para que suas empresas adquirissem o maquinário e o alugasse ao estado, repassando a ele e seu grupo uma porcentagem do ganho advindo dos aluguéis.

No documento, são descritos vários fatos criminosos praticados pelo grupo que geraram o pagamento de propinas aos agentes públicos por parte de empresas que prestaram serviços para o programa Patrulha do Campo. De acordo com o apurado pelo MPPR, o total dos pagamentos efetuados pelo Estado do Paraná às empresas conluiadas foi de R$ 101.905.930,58. A porcentagem prometida como propina pelos empresários foi de 8% sobre o total bruto, o que ultrapassaria R$ 8 milhões.

O Gaeco destaca que as apurações da Operação Rádio Patrulha terão continuidade e que outras pessoas ainda poderão ser denunciadas na continuidade das investigações, inclusive por outros crimes.

Recursos

Na semana passada, o Ministério Público do Paraná apresentou ao Supremo Tribunal Federal três medidas judiciais contra a decisão do ministro Gilmar Mendes que libertou os investigados presos na Operação Rádio Patrulha, deflagrada no dia 11 de setembro pelo Gaeco. Foi interposto agravo regimental contra a decisão proferida, encaminhado ao próprio ministro, e exceção de suspeição e mandado de segurança, ambos apresentados ao ministro Dias Toffoli, presidente do STF.

 

 

Da redação RDX, com informações MP-PR e Folha de Londrina

 

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