Polícia investiga quadrilha suspeita de roubar cargas de soja e falsificar notas

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Equipe deflagrou uma ação em Contenda, em uma empresa suspeita de receptar uma carga de soja roubada no último dia 25 de setembro, em São José dos Pinhais

 

 

A Polícia Civil está investigando uma quadrilha suspeita de roubar cargas de soja, falsificar notas fiscais e vender o produto para empresas, na Grande Curitiba. Nesta segunda-feira (1º), a equipe deflagrou uma ação em Contenda, em uma empresa suspeita de receptar uma carga de soja roubada no último dia 25 de setembro, em São José dos Pinhais.

No estabelecimento, que compra e vende soja, os policiais conversaram com o proprietário, que alegou que as mercadorias teriam sido compradas de um produtor rural, inclusive as notas fiscais foram apresentadas. O dono da empresa, que tinha silos apropriados para acondicionamento de soja, afirmou que quatro cargas foram compradas da quadrilha, somando R$ 210 mil.

“As vítimas eram abordadas sempre no mesmo local, uma borracharia próxima à praça de pedágio da BR-277, em São José dos Pinhais, enquanto dormiam no interior dos caminhões, carregados com soja. Os bandidos diziam que queriam apenas a carga e indicavam onde os caminhões poderiam ser encontrados, normalmente cerca de 50 quilômetros do local do descarregamento”, explicou o delegado Ademair da Cruz Braga Junior, da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC).

Após os motoristas serem rendidos, um dos suspeitos assumia a direção do veículo e seguia para Curitiba, estacionando às margens da BR-277. No local, as vítimas eram retiradas dos caminhões e eram levadas para uma mata, onde permaneciam por algumas horas. “Eles conseguiram uma empresa que falsifica as notas fiscais, isso dá mais credibilidade para o bando conseguir vendas as mercadorias roubadas. Nesse caso, eles se passaram por produtores de soja do estado do Mato Grosso, realizaram contrato futuro com a empresa para fornecer soja a ser plantada, qual deveria ser entregue a partir de abril de 2019”, disse.

De acordo com o delegado, a negociação lhes garantiria vender a soja pelo preço de mercado, porém, alguns dias após firmarem contrato, enquanto a safra ainda seria cultivada, a negociação mudava. “Eles diziam possuir o “resto de soja da safra passada” armazenada em silos no Mato Grosso, e que se houvesse interesse poderiam repassar para a empresa. Dessa forma eles acertaram o preço e passaram a trazer as mercadorias roubadas dizendo que estavam vindo do Mato Grosso”.

O dono da empresa foi conduzido até a delegacia especializada, ouvido e liberado. As investigações continuam para identificar os suspeitos e se existem outras vítimas do golpe. Denúncias podem ser feitas através do número (41) 3343-1639.

 

 

Da redação RDX, com informações Massa News

 

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